18/11/2013

Sintra Wild Trail, Lda.


06/10/2013

PERCURSO 02: PRAIA DA SAMARRA. AZENHA. TOJEIRA. CASAL DOS PIANOS

Um percurso circular de dificuldade média e de quase 8 kms.
Perto da vila de Assáfora, passando a Cortesia, alcança-se a Catribana. Desce-se até à ponte romana e à estrada do mesmo período que trepa depois pela encosta contrária. Prossegue-se em direcção à pista de ultraleves da Tojeira tomando depois a direcção de Casal dos Pianos. Após admirarmos as enormes formações basálticas junto à falésia inicia-se a descida para a parte sul da praia da Samarra. Defronte temos uma velha azenha que ocasionalmente é posta em funcionamento podendo-se tomar aí uma refeição ou degustar o pão produzido no local. Sobe-se depois a encosta norte visitando o local do 'castelo' e um rudimentar abrigo de pastores. Regresso ao ponto de partida ao estacionamento na Catribana. 
Pode-se complementar com uma visita ao Museu de Odrinhas.


05/10/2013

PERCURSO 06. Dos Capuchos ao Penedo

Percurso circular. 6,5 kms.
Pq. estac. Capuchos - Três Cruzes - Fonte das Damas - Santa Ana do Carmo - Penedo - Caminho dos Moinhos - Lagoa - Urca: o antigo Miradouro - Capuchos

11/09/2013

PERCURSO 01: O trilho das 18 pontes. Percurso pedestre que desce dos Capuchos até à Barragem da Mula

O trilho das 18 pontes. Desde as imediações dos Capuchos até cá abaixo à margem norte da Barragem da Mula. Quase paralelo à estrada em terra batida mas juntinho à Ribeira da Mula que desce desde o alto do Monge. O trilho vai saltando entre uma e outra margem e no total contam-se dezoito pontes improvisadas, a transpor durante o percurso .
No mapa, a parte que nos interessa é apenas o troço indicado pela seta:


Foi um trilho pensado, 'desenhado' e construído pela malta das BTTs mas há pessoal a usá-lo para percursos pedestres. Um desafio!
Aqui, um vídeo feito a partir de uma câmara instalada numa BTT. A ver em HD e ecran total!

25/08/2013

TAPADA DO INHACA - BANHOS DE SANTA EUFÉMIA - MONTE SERENO

Percurso realizado ontem, Sábado, 24 de Agosto de 2013
Há muito que pensava que tinha que existir esta ligação, óbvia, entre a Calçada da Pena, e Santa Eufémia. E em ano de autárquicas há sempre destes milagres, e a câmara de Sintra, redescobriu ou reinventou o trilho, limpou o caos de arvoredo que tomou conta desta pista pedestre, e até colocou um carreiro bordejado por troncos, troncos também a dar forma a degraus e patamares, e até casca de árvore nalguma da superfície desta passagem!
Portanto, a primeira parte do percurso ontem efectuado foi mesmo ladeira acima desde um pequeno largo na Calçada da Pena até aos antigos Banhos de Santa Eufémia. Paragem aí e cruzando depois a estrada, a Rua Miguel Torga, visitando o que resta de uma antiga pousada da juventude. Ruinas, literalmente. O piso térreo inundado de graffitis.
Regressando cá abaixo à Calçada da Pena, altura para uma incursão em trilho quase selvagem, tomado ainda pela desordem causada pelo temporal do início do ano. Estamos em pleno coração da Tapada do Inhaca, com curiosos rochedos, profusão de cedros e pinheiros mansos, bagas silvestres. Logo a seguir é o Monte Sereno, onde pontifica o 'terceiro castelo de Sintra', o Castelo do Monte Sereno, na quinta do mesmo nome. Também conhecido pelo 'Castelo de Betão' ou 'Castelo do Pasteleiro'! ver http://www.historiadeportugal.info/quinta-do-monte-sereno/

Duração: +/- 1 hora. Dificuldade: Fácil / Moderada (Tapada do Inhaca)

DA CALÇADA DA PENA ATÉ AOS BANHOS DE SANTA EUFÉMIA


22/08/2013

PERCURSO 07: Circuito pedestre com início e final na Peninha

Peninha - Ermida S. Saturnino - Bosque de Cedros do Buçaco - Lago e Vale do Rio Touro - Adrenunes - Picotos - Parque das Merendas da Peninha - Pedras Irmãs - Píncaros Novos.

São cerca de 9 kms e mais de 1400 calorias gastas



a neblina avistada da Peninha paira um pouco mais abaixo

foi grande a destruição causada aqui ao percurso que entra no bosque dos ciprestes pelo temporal de Janeiro

09/08/2013

Quando o GPS e o telemóvel falham

Paulo Oliveira, Sintra - 2012
1. Evitar atrapalhação ou pânico

2. Onde estamos? Tentar perceber qual a última localização correcta em que esteve e para onde andou desde então, e quanto, para ter uma ideia mínima onde está e como se dirigir ao ponto de chegada ou retornar em segurança. Observação da zona e pontos de referência - durante o dia, locais elevados, sem neblina, ajudará.

2. Movimentação. Para apontar a determinado ponto ou escolher, interceptar e seguir uma trilha, carreira ou estrada, vai ter que se apoiar nos meios básicos tradicionais. Mais uma vez observação dos locais onde passa e pontos de referência que permitam balizar a marcha.

3. Material/Meios básicos. Além de água., comida e outros, obviamente. Falamos aqui essencialmente de orientação, traçar um rumo, quando falha o GPS ou o telemóvel (bateria, sinal de rede, saldo para Internet que suporta os mapas online):


  • Régua - No momento de traçar os pontos, ou medir uma rota, temos que considerar régua utilizada. Procure régua de boa qualidade. Nada daquelas de brindes, que se deformam facilmente com o calor, com marcações e números semi-apagados e que nem sempre são muito rígidas.
  • Lápis/caneta - Utilizar caneta/lápis de ponta fina e de cor apropriada. Uma ponta grossa não lhe permitirá ser preciso, e uma anotação em local ou cor inapropriada poderá cobrir ou atrapalhar numa informação importante no mapa.
  • Bússola - Uma bússola de boa qualidade é indispensável. Bússolas-chaveiro, bússola-caneta e outras similares não são apropriadas para navegação. Procure uma bússola com base de acrílico ou num estojo sólido, que tenha limbo graduado móvel e uma agulha com boa “estabilidade”, ou seja, não deve ficar a tremer a toda a hora. A agulha sofre interferência de outros campos para além do campo magnético terrestre. Portanto, quando for fazer uma leitura à bússola devemos certificar-nos de que não estamos próximos a linha de electricidade, transformadores, ou grandes massas metálicas como carros, portões, grades, ou aparelhos eléctricos, como televisão, computador e aparelhos de som. Mantenha uma boa distância dos mesmos para evitar tal interferência. DISTÂNCIAS MÍNIMAS DE UTILIZAÇÃO DA BÚSSOLA:

  • OBJECTO
    DISTÂNCIA
    linhas de alta tensão
    60 m
    camião
    20 m
    fios telefónicos
    10 m
    arame farpado
    10 m
    carro
    10 m
    machado
    1,5 m
    tacho
    1 m
  • Mapa - A maioria dos mapas que utilizamos - as cartas militares M888 são na escala 1:25.000 [ 1 cm = 250 metros] e datados dos anos 50, 60, ou 80 algumas delas, as mais recentes da 5ª série são de 2008. É difícil por vezes encontrarmos mapas recentes e actualizados. Portanto, não é possível confiar 100% neles. Desconfie de estradas, trilhos, plantações e construções - 'evoluem' mais ao longo do tempo. Mais confiáveis são as marcas de relevo (curvas de nível) e de hidrografia (ribeiros, rios, lagos, mares). Atenção também aos mapas copiados. E aos baixados da net, e ao tamanho final em que foram impressos, que pode não ser o original e traduzir-se em alterações da escala, um centímetro medido com a régua deixa de ser 250 metros! Podem também perder a qualidade do traço ou apresentar pequenas distorções.

  • compilado por Paulo Oliveira, Agosto 2013

    O TEMPO NOS PRÓXIMOS DIAS


    Na serra há uma certa moderação quanto aos extremos das temperaturas máximas previstas para este fim de semana e mesmo para durante a próxima. Domingo dia 18 poderão vir de novo valores a rondar os 40º em grande parte do país.
    Fica aqui a previsão elaborada pelo 'Stormy', membro do meteopt.com, de onde transpomos:

    Próximos dias muito quentes, e a semana que vem continuará quente com o Anticiclone a induzir um bloqueio à passagem de ar mais frio nos níveis baixos vindo de norte, forçando uma circulação de leste à superfície, salvo as brisas marítimas. Em altura a forte dorsal subtropical deverá manter-se intensa e centrada próximo à P. Ibérica, movendo-se depois para SE. Na periferia norte da dorsal em altura, perturbações aproximam-se de Oeste, mantendo a advecção de ar tropical procedente do quadrante sul.
    A presença constante de uma circulação do quadrante leste, sob céus em geral limpos, deverá aquecer bastante a água na costa, e o movimento 'pendular' do ar nos níveis baixos, devido ao ciclo de brisas, deverá lentamente enriquecer as massas de ar de humidade.
    Sendo assim, ao longo da próxima semana o tempo deverá tornar-se abafado e opressivo. A passagem das pequenas perturbações em altura e a presença de mais humidade poderão originar em alguns dias condições favoráveis a algum aguaceiro ou trovoada disperso, embora a camada espessa de ar muito quente deva limitar os gradientes térmicos verticais, e como tal também o CAPE, pelo que qualquer coisa que surja será em geral pontual e fraco.
    Para o próximo fim de semana os modelos convergem num cenário de calor intenso já que uma série de pequenos núcleos de vorticidade em altura se estabelece próximo aos Açores, empurrando a dorsal de novo para sobre a P. Ibérica. A acção conjunta desses núcleos com a dorsal deverá estabelecer um fluxo quente de Sul em altura, que arrastará ar sahariano para norte. Esse ar deverá gradualmente misturar-se com o ar à superfície por mecanismos de subsidência, levando a uma nova subida das temperaturas.

    08/08/2013

    PERCURSOS 07 e 08: Percurso duplo com centro na Peninha


    clicar no mapa para ampliar

    Ponto de partida e de chegada: terreiro de estacionamento junto da Peninha / Parque de Merendas próximo. Extensão 12 Kms   6+6.   Duração: 3 horas + 3 horas.   Dificuldade: Média - declive acentuado
    Sugestão: divisão em 2 percursos, um mais a ocidente da Peninha e o segundo na parte nordeste como se pode ver no mapa. Executa-se um troço na parte da manhã, almoça-se no Parque de Merendas, efectua-se o segundo troço da parte da tarde.

    perfil altimétrico das duas partes do percurso, à esquerda e à direita da linha vertical - referente esta ao local 'Pq Merendas'

    O primeiro percurso, tem início no sítio da Peninha, uma área que evidencia sinais de permanência humana desde o Neolítico. É encimado por uma ermida, de onde se avista uma vastíssima paisagem que vai do cabo Espichel, a sul, às Berlengas, a norte. Inclui um conjunto de construções classificadas como Imóvel de Interesse Público. As características da vegetação envolvente - prados e matos –  foram determinadas pela utilização agro-pastoril ancestral, pelos fortes ventos e pelos fogos sucessivos.

    O caminho ladeia depois a ermida próxima e mais antiga, de S. Saturnino, e continua por uma mata de cedros do Buçaco (Cupressus lusitanica), árvore não nativa de Portugal mas sim da América central, que evidencia tentativas de reflorestação da serra. Ainda hoje aqui encontram condições para sobreviverem algumas espécies-relíquia da floresta de lenhosas sempre-verdes - a Laurissilva. 

    Depois de sair bosque o caminho continua por entre vegetação típica do clima mediterrânico: tojos, urze (Calluna vulgaris), carqueja (Genista tridentata). Um pouco à frente, inflecte-se à esquerda até um pequeno lago e miradouro próximo. A vegetação é aqui mais luxuriante acompanhando o pequeno ribeiro, o 'Rio Touro'. Voltando ao caminho que se vinha seguindo desde a Peninha prosseguimos para norte até se atravessar a estrada alcatroada que liga a Peninha ao cruzamento da Azóia.

    Segue-se um caminho de terra, agora circular, e chegamos ao Adrenunes onde a disposição dos penedos lembra um monumento megalítico de tipo anta. Avista-se bem o farol do cabo da Roca e a Pedra da Ursa, a Peninha, o vale da Adraga e, mais ao longe, o casario da praia das Maçãs. Faz-se o percurso inverso em cinco minutos até à estrada 'principal', de terra batida, e aponta-se a nordeste até um cotovelo que permite aceder ao caminho que ladeia o cume dos Picotos (marco geodésico e pico de acesso difícil pela inclinação e abundância de tojo e carrascos altos, uma opção para os mais ousados) e mais à frente desembocamos no Parque das Merendas da Peninha local também rodeado de cedros, e a nossa charneira, aqui, entre os dois percursos. Do outro lado da estrada o local é também marcado por enormes pedras arredondadas - estão aqui a Fonte das Pedras Irmãs e as ocorrências graníticas dos Píncaros Novos.

    ***

    04/08/2013

    Sintra - Previsão do tempo para a próxima semana



    Esta semana que vem será dominada pela variabilidade em especial no norte e centro...dias mais quentes no Domingo/2f, depois fresco, e em seguida um novo aquecimento para o 2º fds de Agosto.
    No sul a maior proximidade á cintura subtropical de altas pressões deverá atenuar essas flutuações, em especial no baixo Alentejo/Algarve.

    Para meados de Agosto ( 10-20) há uma tendência para um novo episódio de calor que poderá ser extremo em algumas partes do pais...ECMWF e GFS unidos nesse cenário, que se deve ao estabelecimento de um forte regime zonal no Atlantico norte, em conjunto com uma activação da convecção tropical ( fases 7-8-1 da MJO), que se traduzirão num fortalecimento do AA e na sua deslocação para a nossa região.

    O período entre meados de Agosto e meados de Setembro poderá revelar-se bastante quente por todo o território Portugues devido á aproximação da fase mais activa da época de furacões a qual será possivelmente alimentada por energia extra dado que há boas anomalias positivas da temperatura da agua do mar em todo o Atlantico tropical e subtropical.

    A maior actividade tropical deverá traduzir-se numa intensificação do AA, e por outro lado, o começo do Outono nas latitudes mais altas deverá alimentar um regime zonal intenso entre o Atlantico ocidental e o NW da Europa...portanto, AA forte e centrado entre os Açores e a Biscaia-PI deverá fazer com que este período seja o pico do nosso verão este ano.


    Há ainda uma possibilidade deste ano voltar a ver algum ciclone tropical nos Açores, e que mais para o Outono ( fim de SetOut), a presença de aguas quentes no Atlantico favoreça tempo ameno mas por vezes mais activo tanto nos Açores como no continente.

    03/08/2013

    PERCURSO 03: Circular de 6,5 kms com início e fim nos Capuchos

    Extensão: 6,5 kms   Dificuldade: moderada, com alguns desníveis acentuados  Duração: +/- 3h30
    Recomenda-se que o início seja de manhã bem cedo, pois atravessam-se algumas zonas sem sombra, efectuando o circuito no sentido dos ponteiros do relógio. Opção: terminar com uma visita ao próprio Convento dos Capuchos.
    Partindo do parque de estacionamento dos Capuchos para leste passa-se um velho chafariz e, na bifurcação, toma-se a via da esquerda, para norte, passando próximo do Alto das Três Cruzes. Um atalho leva-nos ao cabeço das respectivas, que já nem existem, mas sempre dá para espreitar a região saloia a norte. Sempre a descer toma-se a direcção do antigo convento, hoje uma quinta privada, de Santa Ana do Carmo, cerca de um quilómetro a noroeste. Interceptamos então o Caminho do Rio Velho, que desce desde o Penedo, e prosseguimos até à pequena aldeia de Gigarós perdida aqui nestas faldas da serra mais viradas a norte. Pelo Caminho do Rio de Milho/Caminho do Carmo, breve alcançamos outra pequena aldeia, Eugaria, que se alonga à beira da estrada de Colares. Um belo panorama, aqui, sobre o vale, na direcção de Colares e Galamares.  Conforme acompanhamos a estrada que vai subindo em direcção a Monserrate, destacam-se agora algumas quintas como a da Marquesa do Cadaval, Quinta da Bela Vista ou a da Capela.
    Defronte a Monserrate abandona-se a estrada principal inflectindo para a direita, tomando a direcção sudoeste. Entramos num complexo de belos e pequenos lagos da Tapada de Monserrate, que abastecem a outra zona Monserrate, a do palácio, do outro lado da estrada.
    Prosseguindo o trilho chegamos a outra lagoa cerca de um quilómetro para sudoeste, os Mosqueiros, diz-se que serve de reserva de água para os 'Kamov' os hélis de combate a incêndios. Estamos já perto do ponto inicial, os Capuchos, subindo agora um pouco, passando ao lado de uns velhos reservatórios da Águas de Cascais.
    Uma visita ao Convento e à beatitude da Natureza na sua área envolvente, no fim deste périplo de seis quilómetros e meio, será um óptimo corolário para este passeio matinal.




    um dos pequenos lagos na Tapada de Monserrate

    espreitando o palácio a partir da Estrada de Colares, junto à Quinta da Capela

    24/07/2013

    A água da antiga 'Fonte das Damas', perto dos Capuchos

    Por entre a beleza da serra e da costa desta reserva natural Sintra-Cascais, o desastre ambiental também acontece.

    Por estas encostas junto aos Capuchos abundam as minas e os fios água com origem no pico do Monge. Alguns correm em direcção à barragem da Mula e à Lagoa Azul, outros escolhem a vertente virada para Colares. 

    A água da Fonte das Damas e a àgua da Sabuga são dois exemplos.




    Esta ruínas aqui há muito que atestam o fim de um negócio local: a água da Fonte das Damas. 

    Mas mais que os escombros, e a falta de cuidado em preservar a antiga fonte, despejam neste colo da serra uma carga de pneus mais ou menos velhos.... quem? com que propósito? simples vazadouro de lixo e entulhos?

      

    Retiro agora do blog http://freguesiacolares.blogspot.pt/ 
    A serra de Sintra é como que uma enorme rede de captação de água, que foi construída ao longo de muitas centenas de anos. Das mães-de-água e minas existentes, partem escondidas condutas e canalizações que abastecem fontes e reservatórios que abastecem as populações.
    Foi isso que fomos descobrir, mas falemos um pouco da história da água na nossa freguesia.
    Em Colares, existiram pelo menos três pequenas empresas de comércio de águas. Uma delas, na Vila de Colares, onde fica actualmente a Quinta do Sr. Cornélio da Silva; outra junto ao Convento dos Capuchos (cujas ruínas ainda podemos observar), que comercializava a água da Fonte das Damas; e outra no Banzão. Quanto a esta última, sabemos que em 16 de Fevereiro de 1905, foi pedida, por Joaquim Camacho Rodrigues, a concessão da “Água Mineral do Monte Banzão”. Esta água era engarrafada num anexo da casa do proprietário do Monte Banzão, através de um cano de ferro que ligava esse anexo ao poço. A água deixou de ser comercializada em 1913, por diminuição do caudal que se deveu a aluimentos de terras resultantes dos fortes abalos sísmicos de 1908.
    A “Fonte das Damas” – bem perto do convento dos Capuchos – ainda é propriedade do Sr. Jorge Silva Jr. Em tempos idos a água era transportada por burros em bilhas de barro e vendida na Vila de Sintra e nas praias da região. Em 1937 foi construída a sua fachada, que ainda hoje se encontra no interior das ruínas. Depois da morte dos proprietários, a comercialização desta água foi encerrada, tendo os descendentes tentado, sem êxito, o retomar da actividade. Mais tarde, em 1984, a “Fonte das Damas” foi alugada a Ahmed Ebraim, de origem indiana – também proprietário de “Centro Comercial de Alvalade” –, que construiu a actual fábrica. A água era então engarrafada e vendida em garrafas plásticas, tanto no país como no estrangeiro. Problemas com a banca e outros obrigaram, novamente, ao encerramento do negócio, até hoje.

    Citações em comentários do mesmo blog:
    "Há cerca de 15 anos, mais coisa menos coisa, encontrei uma antiga exploração comercial de água perdida no meio da serra, nas proximidades dos Capuchos: a Água da Fonte das Damas. Era uma espécie de barracão, situado junto a um caminho muito escondido que ligava o Convento dos Capuchos às proximidades de Colares, mais concretamente à aldeia do Penedo e às traseiras da Quinta do Carmo. O barracão estava praticamente vazio, já sem maquinaria nenhuma, mas havia milhares de rótulos de garrafa muito coloridos espalhados pelo chão. Apanhei um rótulo para trazer como recordação, mas já não sei dele. Pelo aspecto gráfico dos rótulos, eles deveriam datar dos anos 60 ou 70. Fica numa zona a que chamam a Tapada da Torta. É realmente um lugar muito recôndito."

    21/07/2013

    Um sinal, um aviso? Uma certa atracção pelo basalto

    Há símbolos mágicos em Sintra, e não só isso. Evidências de makumbas e missas negras, rituais, satânicos até, rave parties em ruinas manhosas, como perto de Santa Eufémia, 'bruxas' à solta, praticantes de wicca, e demais magias branca e negra.



    Aqui, simplesmente, é o símbolo Ómega. O fim. No fim da terra, a ocidente de toda a Europa, um pouco ao norte do cabo da Roca.

    Fim da terra? Fim do caminho. Falésias apenas, em basalto negro, 'pianos' imensos de basalto negro, numa zona muito pouco conhecida da costa, junto ao muito justamente chamado Casal dos Pianos, depois do aeródromo da Tojeira. Perto, desagua a Ribeira da Samarra na praia do mesmo nome.


    Logo por trás do Ómega corre uma parede alta de basalto, 'pianos' negros, fazem lembrar teclas gigantes, como monolitos em parada guardando um bloco enorme da mesma pedra, algo que sob uma certa luz ou falta dela fará lembrar um solo ou paisagem lunar, ou um cenário do 'Alien'.

    Sintra é também isto, no seu lado menos conhecido ou selvagem. Além dessas tais festas ou missas negras, fala-se aqui nesta extensão da costa, de um novo tipo de misteriosos garimpeiros, caras de poucos amigos, bem apetrechados, e que correm à cata de zeólitos pelo meio das 'amígdalas' do basalto. Será? Thomsonite ou Natralite-Ca ou -Sr, procuradas para catalizadores e filtros moleculares. Mas por quem correrá essa gente?

    Se entre a Malveira e a Azóia, diz-se, está implantada parte de uma  alta classe russa, o topo de uma certa certa pirâmide vivendo tranquilamente dos rendimentos, aqui, um pouco mais ao norte, há pois pessoas que desbravam agora, noutra vertente, este parque natural Sintra-Cascais. 

    A tocar 'piano'. Naturalmente...





    20/07/2013

    Percurso pedestre Capuchos - Barragem da Mula - Capuchos

    Sensivelmente 5,5 kms (circuito completo), com regresso ao ponto de partida pela outra margem do ribeiro da Mula

    A partir do cruzamento dos Capuchos, segue-se pela estrada asfaltada que conduz à Peninha e Malveira da Serra, logo adiante entra-se à esquerda por um caminho que vai seguindo ao longo do muro da Quinta do Saldanha. 

    O caminho vai descendo cada vez mais suavemente não longe da margem direita do ribeiro da Mula, permitindo belos pontos de vista sobre o vale e a barragem. Embora seja uma zona muito castigada pelos incêndios, à medida que nos aproximamos do final do passeio entra-se num magnífico pinhal.

    A barragem da Mula serve para a captação de água destinada ao abastecimento da zona de Cascais e tem uma pequena estação de tratamento junto a ela. É um local aprazível para um piquenique, com um relvado e fonte. 

    Pode-se voltar aos Capuchos, contornando a barragem e toma-se o caminho que vai subindo junto à margem esquerda do Ribeiro da Mula.







    22/06/2013

    Redwood Road - Estrada das Sequóias

    It's an easy stroll this Redwood Road walk, up and down a gentle and windy slope from Estrada Velha de Colares to Estrada dos Capuchos.
    A fresh escape under generous shadows fits the inclement summer days ahead. Along a pavemented road serving several farms and cottages and not far away from Monte Rodel.
    Difficulty: easy. Length: 4,8 kms



    21/06/2013

    PERCURSO 04: SANTA EUFÉMIA. The Santa Eufemia Road, Chapel and Belvedere

    PERCURSO 04: Caminho de Sta. Eufemia - Da Qta. Valle Flor/Miramar a Santa Eufémia a Gruta - Capela - Miradouro - Antiga Pousada da Juventude - Banhos de Sta. Eufémia - Descida à Calçada da Pena - A Tapada do Inhaca - Castelo de Betão - Calçada da Pena - Chalet Condessa d' Edla - Quinta Valle Flor.
     

    Our journey starts near the western gate of Parque da Pena and close to the main entrance to Quinta Valle Flor, previously known as Quinta Miramar.
    There is an old legend to be told along this walk, the Santa Eufemia legend, and the story of a portuguese queen on escape to Brasil, hidden in one of the cottages bordering the road. Opportunity also for a glimpse to the entry of a small cavern once inhabited, this after performing a pass nearby High Cross / Cruz Alta, the highest point of Sintra mountain. 
    Afterwards we'll arrive at Santa Eufemia chapel and a nearby belvedere with a stunning view. Circling the steep hill we pass along the luxurious green of Inhaca Park and start our return to the departure point near Valle Flor Farm.
    The journey is about 5 kms long, offers a medium/high difficulty on some steep, sandy and rocky segments, and takes 3 hours.


    A nossa jornada começa perto do portão ocidental do Parque da Pena e junto à entrada principal da Quinta Valle Flor, anteriormente conhecida como Quinta Miramar.
    Há uma antiga lenda a ser contada ao longo desta caminhada, a lenda de Santa Eufémia, e a história de uma rainha portuguesa em fuga para o Brasil, escondida numa das quintas que bordejam a estrada. Oportunidade também para dar uma olhada à entrada de uma pequena gruta que já foi habitada, isto após passarmos nas proximidades da Cruz Alta, o ponto mais alto da Serra de Sintra.
    Chegaremos depois à capela de Santa Eufémia e ao miradouro próximo, com uma vista deslumbrante. Circundando toda esta íngreme colina, passamos ao longo do verde luxuriante da Tapada do Inhaca e iniciaremos o nosso regresso ao ponto de partida perto da quinta Valle Flor .
    O passeio é de cerca de 5 km de extensão, oferece uma dificuldade média / alta em alguns dos seus troços mais íngremes, arenosos e pedregosos, e dura umas 3 horas.




    Watchtower at Yellow Stone

    Mostly used for fire surveillance, this watchtower. 
    We can reach Cabeço da Raposa (Fox' Summit) at top of the Yellow Stone hill, negotiating a trek uphill from Estrada da Serra, near Yellow Stone base camp. Easier yet parting from the road conecting Capuchos to Malveira after the crossroads to Peninha