25/08/2013

TAPADA DO INHACA - BANHOS DE SANTA EUFÉMIA - MONTE SERENO

Percurso realizado ontem, Sábado, 24 de Agosto de 2013
Há muito que pensava que tinha que existir esta ligação, óbvia, entre a Calçada da Pena, e Santa Eufémia. E em ano de autárquicas há sempre destes milagres, e a câmara de Sintra, redescobriu ou reinventou o trilho, limpou o caos de arvoredo que tomou conta desta pista pedestre, e até colocou um carreiro bordejado por troncos, troncos também a dar forma a degraus e patamares, e até casca de árvore nalguma da superfície desta passagem!
Portanto, a primeira parte do percurso ontem efectuado foi mesmo ladeira acima desde um pequeno largo na Calçada da Pena até aos antigos Banhos de Santa Eufémia. Paragem aí e cruzando depois a estrada, a Rua Miguel Torga, visitando o que resta de uma antiga pousada da juventude. Ruinas, literalmente. O piso térreo inundado de graffitis.
Regressando cá abaixo à Calçada da Pena, altura para uma incursão em trilho quase selvagem, tomado ainda pela desordem causada pelo temporal do início do ano. Estamos em pleno coração da Tapada do Inhaca, com curiosos rochedos, profusão de cedros e pinheiros mansos, bagas silvestres. Logo a seguir é o Monte Sereno, onde pontifica o 'terceiro castelo de Sintra', o Castelo do Monte Sereno, na quinta do mesmo nome. Também conhecido pelo 'Castelo de Betão' ou 'Castelo do Pasteleiro'! ver http://www.historiadeportugal.info/quinta-do-monte-sereno/

Duração: +/- 1 hora. Dificuldade: Fácil / Moderada (Tapada do Inhaca)

DA CALÇADA DA PENA ATÉ AOS BANHOS DE SANTA EUFÉMIA


22/08/2013

PERCURSO 07: Circuito pedestre com início e final na Peninha

Peninha - Ermida S. Saturnino - Bosque de Cedros do Buçaco - Lago e Vale do Rio Touro - Adrenunes - Picotos - Parque das Merendas da Peninha - Pedras Irmãs - Píncaros Novos.

São cerca de 9 kms e mais de 1400 calorias gastas



a neblina avistada da Peninha paira um pouco mais abaixo

foi grande a destruição causada aqui ao percurso que entra no bosque dos ciprestes pelo temporal de Janeiro

09/08/2013

Quando o GPS e o telemóvel falham

Paulo Oliveira, Sintra - 2012
1. Evitar atrapalhação ou pânico

2. Onde estamos? Tentar perceber qual a última localização correcta em que esteve e para onde andou desde então, e quanto, para ter uma ideia mínima onde está e como se dirigir ao ponto de chegada ou retornar em segurança. Observação da zona e pontos de referência - durante o dia, locais elevados, sem neblina, ajudará.

2. Movimentação. Para apontar a determinado ponto ou escolher, interceptar e seguir uma trilha, carreira ou estrada, vai ter que se apoiar nos meios básicos tradicionais. Mais uma vez observação dos locais onde passa e pontos de referência que permitam balizar a marcha.

3. Material/Meios básicos. Além de água., comida e outros, obviamente. Falamos aqui essencialmente de orientação, traçar um rumo, quando falha o GPS ou o telemóvel (bateria, sinal de rede, saldo para Internet que suporta os mapas online):


  • Régua - No momento de traçar os pontos, ou medir uma rota, temos que considerar régua utilizada. Procure régua de boa qualidade. Nada daquelas de brindes, que se deformam facilmente com o calor, com marcações e números semi-apagados e que nem sempre são muito rígidas.
  • Lápis/caneta - Utilizar caneta/lápis de ponta fina e de cor apropriada. Uma ponta grossa não lhe permitirá ser preciso, e uma anotação em local ou cor inapropriada poderá cobrir ou atrapalhar numa informação importante no mapa.
  • Bússola - Uma bússola de boa qualidade é indispensável. Bússolas-chaveiro, bússola-caneta e outras similares não são apropriadas para navegação. Procure uma bússola com base de acrílico ou num estojo sólido, que tenha limbo graduado móvel e uma agulha com boa “estabilidade”, ou seja, não deve ficar a tremer a toda a hora. A agulha sofre interferência de outros campos para além do campo magnético terrestre. Portanto, quando for fazer uma leitura à bússola devemos certificar-nos de que não estamos próximos a linha de electricidade, transformadores, ou grandes massas metálicas como carros, portões, grades, ou aparelhos eléctricos, como televisão, computador e aparelhos de som. Mantenha uma boa distância dos mesmos para evitar tal interferência. DISTÂNCIAS MÍNIMAS DE UTILIZAÇÃO DA BÚSSOLA:

  • OBJECTO
    DISTÂNCIA
    linhas de alta tensão
    60 m
    camião
    20 m
    fios telefónicos
    10 m
    arame farpado
    10 m
    carro
    10 m
    machado
    1,5 m
    tacho
    1 m
  • Mapa - A maioria dos mapas que utilizamos - as cartas militares M888 são na escala 1:25.000 [ 1 cm = 250 metros] e datados dos anos 50, 60, ou 80 algumas delas, as mais recentes da 5ª série são de 2008. É difícil por vezes encontrarmos mapas recentes e actualizados. Portanto, não é possível confiar 100% neles. Desconfie de estradas, trilhos, plantações e construções - 'evoluem' mais ao longo do tempo. Mais confiáveis são as marcas de relevo (curvas de nível) e de hidrografia (ribeiros, rios, lagos, mares). Atenção também aos mapas copiados. E aos baixados da net, e ao tamanho final em que foram impressos, que pode não ser o original e traduzir-se em alterações da escala, um centímetro medido com a régua deixa de ser 250 metros! Podem também perder a qualidade do traço ou apresentar pequenas distorções.

  • compilado por Paulo Oliveira, Agosto 2013

    O TEMPO NOS PRÓXIMOS DIAS


    Na serra há uma certa moderação quanto aos extremos das temperaturas máximas previstas para este fim de semana e mesmo para durante a próxima. Domingo dia 18 poderão vir de novo valores a rondar os 40º em grande parte do país.
    Fica aqui a previsão elaborada pelo 'Stormy', membro do meteopt.com, de onde transpomos:

    Próximos dias muito quentes, e a semana que vem continuará quente com o Anticiclone a induzir um bloqueio à passagem de ar mais frio nos níveis baixos vindo de norte, forçando uma circulação de leste à superfície, salvo as brisas marítimas. Em altura a forte dorsal subtropical deverá manter-se intensa e centrada próximo à P. Ibérica, movendo-se depois para SE. Na periferia norte da dorsal em altura, perturbações aproximam-se de Oeste, mantendo a advecção de ar tropical procedente do quadrante sul.
    A presença constante de uma circulação do quadrante leste, sob céus em geral limpos, deverá aquecer bastante a água na costa, e o movimento 'pendular' do ar nos níveis baixos, devido ao ciclo de brisas, deverá lentamente enriquecer as massas de ar de humidade.
    Sendo assim, ao longo da próxima semana o tempo deverá tornar-se abafado e opressivo. A passagem das pequenas perturbações em altura e a presença de mais humidade poderão originar em alguns dias condições favoráveis a algum aguaceiro ou trovoada disperso, embora a camada espessa de ar muito quente deva limitar os gradientes térmicos verticais, e como tal também o CAPE, pelo que qualquer coisa que surja será em geral pontual e fraco.
    Para o próximo fim de semana os modelos convergem num cenário de calor intenso já que uma série de pequenos núcleos de vorticidade em altura se estabelece próximo aos Açores, empurrando a dorsal de novo para sobre a P. Ibérica. A acção conjunta desses núcleos com a dorsal deverá estabelecer um fluxo quente de Sul em altura, que arrastará ar sahariano para norte. Esse ar deverá gradualmente misturar-se com o ar à superfície por mecanismos de subsidência, levando a uma nova subida das temperaturas.

    08/08/2013

    PERCURSOS 07 e 08: Percurso duplo com centro na Peninha


    clicar no mapa para ampliar

    Ponto de partida e de chegada: terreiro de estacionamento junto da Peninha / Parque de Merendas próximo. Extensão 12 Kms   6+6.   Duração: 3 horas + 3 horas.   Dificuldade: Média - declive acentuado
    Sugestão: divisão em 2 percursos, um mais a ocidente da Peninha e o segundo na parte nordeste como se pode ver no mapa. Executa-se um troço na parte da manhã, almoça-se no Parque de Merendas, efectua-se o segundo troço da parte da tarde.

    perfil altimétrico das duas partes do percurso, à esquerda e à direita da linha vertical - referente esta ao local 'Pq Merendas'

    O primeiro percurso, tem início no sítio da Peninha, uma área que evidencia sinais de permanência humana desde o Neolítico. É encimado por uma ermida, de onde se avista uma vastíssima paisagem que vai do cabo Espichel, a sul, às Berlengas, a norte. Inclui um conjunto de construções classificadas como Imóvel de Interesse Público. As características da vegetação envolvente - prados e matos –  foram determinadas pela utilização agro-pastoril ancestral, pelos fortes ventos e pelos fogos sucessivos.

    O caminho ladeia depois a ermida próxima e mais antiga, de S. Saturnino, e continua por uma mata de cedros do Buçaco (Cupressus lusitanica), árvore não nativa de Portugal mas sim da América central, que evidencia tentativas de reflorestação da serra. Ainda hoje aqui encontram condições para sobreviverem algumas espécies-relíquia da floresta de lenhosas sempre-verdes - a Laurissilva. 

    Depois de sair bosque o caminho continua por entre vegetação típica do clima mediterrânico: tojos, urze (Calluna vulgaris), carqueja (Genista tridentata). Um pouco à frente, inflecte-se à esquerda até um pequeno lago e miradouro próximo. A vegetação é aqui mais luxuriante acompanhando o pequeno ribeiro, o 'Rio Touro'. Voltando ao caminho que se vinha seguindo desde a Peninha prosseguimos para norte até se atravessar a estrada alcatroada que liga a Peninha ao cruzamento da Azóia.

    Segue-se um caminho de terra, agora circular, e chegamos ao Adrenunes onde a disposição dos penedos lembra um monumento megalítico de tipo anta. Avista-se bem o farol do cabo da Roca e a Pedra da Ursa, a Peninha, o vale da Adraga e, mais ao longe, o casario da praia das Maçãs. Faz-se o percurso inverso em cinco minutos até à estrada 'principal', de terra batida, e aponta-se a nordeste até um cotovelo que permite aceder ao caminho que ladeia o cume dos Picotos (marco geodésico e pico de acesso difícil pela inclinação e abundância de tojo e carrascos altos, uma opção para os mais ousados) e mais à frente desembocamos no Parque das Merendas da Peninha local também rodeado de cedros, e a nossa charneira, aqui, entre os dois percursos. Do outro lado da estrada o local é também marcado por enormes pedras arredondadas - estão aqui a Fonte das Pedras Irmãs e as ocorrências graníticas dos Píncaros Novos.

    ***

    04/08/2013

    Sintra - Previsão do tempo para a próxima semana



    Esta semana que vem será dominada pela variabilidade em especial no norte e centro...dias mais quentes no Domingo/2f, depois fresco, e em seguida um novo aquecimento para o 2º fds de Agosto.
    No sul a maior proximidade á cintura subtropical de altas pressões deverá atenuar essas flutuações, em especial no baixo Alentejo/Algarve.

    Para meados de Agosto ( 10-20) há uma tendência para um novo episódio de calor que poderá ser extremo em algumas partes do pais...ECMWF e GFS unidos nesse cenário, que se deve ao estabelecimento de um forte regime zonal no Atlantico norte, em conjunto com uma activação da convecção tropical ( fases 7-8-1 da MJO), que se traduzirão num fortalecimento do AA e na sua deslocação para a nossa região.

    O período entre meados de Agosto e meados de Setembro poderá revelar-se bastante quente por todo o território Portugues devido á aproximação da fase mais activa da época de furacões a qual será possivelmente alimentada por energia extra dado que há boas anomalias positivas da temperatura da agua do mar em todo o Atlantico tropical e subtropical.

    A maior actividade tropical deverá traduzir-se numa intensificação do AA, e por outro lado, o começo do Outono nas latitudes mais altas deverá alimentar um regime zonal intenso entre o Atlantico ocidental e o NW da Europa...portanto, AA forte e centrado entre os Açores e a Biscaia-PI deverá fazer com que este período seja o pico do nosso verão este ano.


    Há ainda uma possibilidade deste ano voltar a ver algum ciclone tropical nos Açores, e que mais para o Outono ( fim de SetOut), a presença de aguas quentes no Atlantico favoreça tempo ameno mas por vezes mais activo tanto nos Açores como no continente.

    03/08/2013

    PERCURSO 03: Circular de 6,5 kms com início e fim nos Capuchos

    Extensão: 6,5 kms   Dificuldade: moderada, com alguns desníveis acentuados  Duração: +/- 3h30
    Recomenda-se que o início seja de manhã bem cedo, pois atravessam-se algumas zonas sem sombra, efectuando o circuito no sentido dos ponteiros do relógio. Opção: terminar com uma visita ao próprio Convento dos Capuchos.
    Partindo do parque de estacionamento dos Capuchos para leste passa-se um velho chafariz e, na bifurcação, toma-se a via da esquerda, para norte, passando próximo do Alto das Três Cruzes. Um atalho leva-nos ao cabeço das respectivas, que já nem existem, mas sempre dá para espreitar a região saloia a norte. Sempre a descer toma-se a direcção do antigo convento, hoje uma quinta privada, de Santa Ana do Carmo, cerca de um quilómetro a noroeste. Interceptamos então o Caminho do Rio Velho, que desce desde o Penedo, e prosseguimos até à pequena aldeia de Gigarós perdida aqui nestas faldas da serra mais viradas a norte. Pelo Caminho do Rio de Milho/Caminho do Carmo, breve alcançamos outra pequena aldeia, Eugaria, que se alonga à beira da estrada de Colares. Um belo panorama, aqui, sobre o vale, na direcção de Colares e Galamares.  Conforme acompanhamos a estrada que vai subindo em direcção a Monserrate, destacam-se agora algumas quintas como a da Marquesa do Cadaval, Quinta da Bela Vista ou a da Capela.
    Defronte a Monserrate abandona-se a estrada principal inflectindo para a direita, tomando a direcção sudoeste. Entramos num complexo de belos e pequenos lagos da Tapada de Monserrate, que abastecem a outra zona Monserrate, a do palácio, do outro lado da estrada.
    Prosseguindo o trilho chegamos a outra lagoa cerca de um quilómetro para sudoeste, os Mosqueiros, diz-se que serve de reserva de água para os 'Kamov' os hélis de combate a incêndios. Estamos já perto do ponto inicial, os Capuchos, subindo agora um pouco, passando ao lado de uns velhos reservatórios da Águas de Cascais.
    Uma visita ao Convento e à beatitude da Natureza na sua área envolvente, no fim deste périplo de seis quilómetros e meio, será um óptimo corolário para este passeio matinal.




    um dos pequenos lagos na Tapada de Monserrate

    espreitando o palácio a partir da Estrada de Colares, junto à Quinta da Capela