17/12/2015

Postal antigo - na Várzea de Colares


Postais antigos da Praia das Maçãs, Sintra






Praia Grande, Sintra - a piscina, à noite


Azenhas do Mar - Postais antigos




Almoçageme, postal antigo: 'saloio da região'


Praia da Adraga, Sintra - a 'cabeça do monstro mergulhada na água'


05/11/2015

SINTRA MISTERIOSA - INCURSÃO NOCTURNA PELOS BOSQUES MÁGICOS DA SERRA E MISTERIOSOS SANTUÁRIOS APÓS O POR DO SOL NA PENINHA


SÁBADO, 07 NOVEMBRO 2015, A PARTIR DAS 17H00 

SINTRA MISTERIOSA - SUNSET E INCURSÃO NOCTURNA PELOS BOSQUES MÁGICOS DA SERRA E MISTERIOSOS SANTUÁRIOS APÓS O POR DO SOL NA PENINHA

Ponto de encontro: Parque de estacionamento da Peninha às 17h00. 
O por do sol é às 17h31.
Duração: 2h00/3h00. 
EXTENSÃO: 5 KMS. 
Dificuldade: Fácil / Familiar

'SINTRA MISTERIOSA - os Bosques mágicos e sombrios da serra e os misteriosos santuários da Peninha e São Saturnino. Após o por do sol, cai o crepúsculo. As trevas envolvem-nos. O roçar do vento nas folhas, o gemer das árvores... será só isso? Que sons são estes que brotam do negrume? 

Sintra é um universo paralelo, que só conhecemos dos sonhos, mas que existe aqui bem perto...


Peninha. Pedras Irmãs. Picotos. Os misteriosos megalitos de Adrenunes. O 'mágico' Bosque dos Cedros. Ao chegarmos à antiga ermida de S. Saturnino, datando do tempo de D. Afonso Henriques, é tempo para ouvir as diversas lendas do local. Em São Saturnino, também, veremos se há surpresas, ou arrepios. Surgem por vezes pentagramas desenhados, velas vermelhas... restos de rituais. No bosque mágico, gemem os cedros - ou espíritos do local?...

O conjunto do Santuário da Peninha situa-se num dos pontos mais elevados da Serra de Sintra, onde muitas vezes se fazem sentir fortes ventos e nevoeiro, mas donde se pode apreciar uma vista fabulosa. É constituído pela Ermida de São Saturnino (edificada na época da formação do Reino – século XII - por D. Pêro Pais), por uma capela, e um palacete romântico mandado este erigir já em 1918 por Carvalho Monteiro (o mesmo da Regaleira). A capela, adjacente ao palacete, foi fundada anteriormente, no século XVII, por Frei Pedro da Conceição.

Ao longo deste percurso passamos por vários locais interessantes, como por exemplo as Pedras Irmãs (são ‘boulders’, blocos arredondados de granito com uma altura média de 5 metros). 

Mas é em Adrenunes que temos outro dos marcos do percurso. No alto de um outeiro, a 426 metros de altitude, há toda uma estrutura formada de pequenos penedos, por entre os quais se abre uma galeria com cinco metros de altura e que poderá ter sido utilizada como necrópole colectiva, isto na época megalítica.

Verificando-se a disposição das pedras em relação ao pôr-do-sol, ao pôr-da-lua e ao Cabo da Roca, relativamente próximo, pode concluir-se que será uma estrutura megalítica natural, com pedras que se apoiam umas nas outras, mas onde, posteriormente, houve intervenção do Homem.

 informações e reservas: mail@sintrawildtrail.com   sintrawildtrail@gmail.com
Tlm: 960375106 

02/11/2015

COMO FORAM OS MOUROS DO CASTELO DE SINTRA TER A... RIO DE MOURO?


Um texto que explica, ou leva a novas interrogações... Tentámos investigar sobre 'Rio de Mouro', Colaride, Ribeira das Jardas, enfim, o local por onde saíram de uma eventual passagem secreta, túnel de 8 kms, os mouros que dendiam em 1147 o Castelo em Sintra.


Num compasso de espera, manobra consentida, permitiu-se a saída, a fuga dos mouros, do seu castelo. Alcaide e respectiva guarda. Túneis ligariam o castelo ao centro da vila de Sintra - zona onde é hoje o paço real e alberga uma correnteza de edifícios doados aos Templários no século XII.

Uma bifurcação sob o actual Café Paris / Hotel Central conduzirá por outro túnel, mais longo, até 'Rio de Mouro'.

Vamos entretanto a uma explicação, mais que uma, aliás, dado no blog 'TudoDeNovoaOcidente', pelo menos para a designação de 'Rio de Mouro':

(...) TOPONIMIA SINTRENSE : RIO DE MOURO
O nome das localidades é difícil de decifrar, em alguns casos quando não há certezas recorre-se à "lenda" ou à "tradição" para justificar o que é duvidoso. Vejamos um exemplo: Rio DE MOURO no Concelho de Sintra.


Uma das hipóteses inserida no "Memorial Histórico ou Colecção de Memórias Sobre Oeiras", vai no sentido seguinte:"Rio de Oeiras/ribeira da Lage [ou ribeira de rio de Mouro] nasce acima do pequeno Lugar de Fanares, aqui lhe chamam rio das enguias, à saída da Quinta do Basto entra em uma ponte de boa cantaria por cima da qual passa a Estrada Real de Sintra.

Aqui tem o nome de Rio DO Mouro, que o transmite a este lugar, onde segundo a tradição morreu o Mouro Albaráque Governador do Castelo de Sintra ou Cyntia, fugindo na ocasião da sua conquista por D.Afonso Henriques. Outros dizem que o dito Mouro, fora morto no Lugar que tem o nome de ALBARRAQUE e o enterraram nas margens deste Rio".
Para reforçar a "tradição" o autor alterou: Rio de Mouro para Rio do Mouro.
Continuando: "Quase a chegar ao Sítio de Asfamil lhe dão o nome de Rio dos Veados. Passa pelo Lugar da Laje e correndo com nome de Oeiras...ele se mistura no Oceano". Em Santo Amaro de Oeiras.

A nossa versão,alicerçada no estudo da região onde corre o curso de água demonstra que aqui, os topónimos Mouro e Mourão coexistem. Mourão deriva de "parede" "muro grande" e também de lajes de pedra que se colocavam verticalmente em redor das eiras para proteger o cereal do vento e dos animais. Essas pedras designam-se Mouros ,sendo utilizadas nas vinhas para suportar as varas da empa das vides.

No caso do nosso Rio, desde tempos recuados os proprietários dos terrenos adjacentes, no troço compreendido entre a quinta da Preza e Francos, desviaram o curso obrigando o rio a correr entre Mouros ou Mourões de lajes e mais tarde entre muros para aproveitarem as terras férteis de aluvião.
Esta obra hidraulica ainda hoje se pode observar:ver imagem. Deste modo, RIO DE MOURO significa: RIO QUE CORRE ENTRE MOUROS ou MUROS ALTOS. A lenda não é mais forte que a evidência,só por falta de estudo se tem mantido.
Neste caso, a lenda, como justificamos, é uma fantasia.(...)

***


As interrogações não se ficam por aqui. É que quase paralela corre entre Cacém e Agualva a Ribeira das Jardas ou ribeira de Agualva, e aí, na margem esquerda, a oriente, há a gruta de Colaride, onde segundo alguns irá desembocar o tal túnel proveniente de Sintra e do castelo dos Mouros:

Corria o ano 1147. O alcácer fortificado de Xentra acabara de ser ocupado pelas forças sitiantes de Ibne Arrique. Não se dera terçar sangrento. As espadas e as cimitarras não haviam deixado o repouso das bainhas. Os alaúdes e as cítaras não haviam parado para repousar; os risos, os cantos e as danças descuidaram a interrupção… Houvera acordo: Cristãos e Mouros poderiam coabitar na maior paz e concórdia nesta Meca ocidental, nesta Tulan de antigos e coevos onde o sangue de homem jamais deveria profanar a Terra de Deus.

16/09/2015

Sintra - take a walk on the wild side: Caminhada ao Alto do Monge e Cabeço da Raposa / Pe...

Sintra - take a walk on the wild side: Caminhada ao Alto do Monge e Cabeço da Raposa / Pe...

Caminhada ao Alto do Monge e Cabeço da Raposa / Pedra Amarela - Sintra







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07/05/2015

AVENTURA - TRILHO DAS PONTES


PROMOCIONAL: AVENTURA - TRILHO DAS PONTES
Domingo, 17 de Maio, às 10h00
Percurso e Pic-Nic
EVENTO GRÁTIS
Aceites marcações  mail@sintrawildtrail.com  Tlm. 96 037 51 06

SINTRA - DO PALÁCIO DA VILA A SANTA EUFÉMIA


SINTRA MEDIEVAL - PALÁCIO DA VILA A SANTA EUFÉMIA
NOCTURNO - Sábado, 16 de Maio, às 20h00 
EVENTO COMERCIAL
marcações:  mail@sintrawildtrail.com  Tlm. 96 037 51 06

EVENTO - MISTERIOSOS SANTUÁRIOS DE SINTRA


MISTERIOSOS SANTUÁRIOS DE SINTRA
Peninha - S. Saturnino - Megalitos de Adrenunes, 
Pedras Irmãs e Bosque dos Cedros
DIURNO - Domingo, 10 de Maio, às 15h00  EVENTO COMERCIAL
marcações: mail@sintrawildtrail.com  Tlm. 96 037 51 06

04/03/2015

03/03/2015

De novo 5ª feira 05 de Março, 10h00: PASSEIO 'PELOS CAMINHOS DE EÇA' Sintra Romântica



Dados sobre o percurso: Extensão: 5 kms   Dificuldade: Fácil / Familiar (3 hrs.) 


O nosso trilho parte do Palácio da Vila em direcção  ao Lawrence, passa pela Fonte e Cascata dos Pisões, logo adiante veremos a Quinta do Relógio defronte à Regaleira. Temos a opção de um curto desvio que nos conduz até aos jardins de Seteais e ao seu miradouro. 
Voltando ao largo junto à Regaleira, descemos o Caminho dos Frades e veremos um castanheiro que ali resiste desde a época dos Descobrimentos. 
Um novo desvio permite um giro pelo Caminho da Fonte dos Amores, e vislumbrarmos Monserrate, pois a fonte propriamente dita está hoje em propriedade vedada. 
No fim do Caminho dos Frades entroncamos no Caminho dos Castanhais.  Eça alojava-se numa das quintas aqui existentes, precisamente a Quinta dos Castanhais, embora  a esposa, Dª Emília de Castro (Resende), não apreciasse tanto estas paragens: “Tu detestavas a quinta dos Castanhais em Sintra, toda em socalcos, descidas, precipícios...” Carta à sua mulher, 2 Jun. 1898. 
Mas o escritor adorava de facto esta vila. E o caminho que escolhemos para esta experiência segue as pisadas de Eça de Queirós, fazendo juz a este romantismo eterno de Sintra. Aqui se cruzam a Sintra medieval e o verde deslumbrante da paisagem, mais ainda na parte do trilho fora da vila. “Tudo em Sintra é divino, não há cantinho que não seja um poema” – Eça de Queirós, Os Maias, 1888
Eça.Os Maias. Sintra. Conforme planeara, Carlos da Maia parte para Sintra com Cruges. O objectivo, inconfessado, é encontrar a misteriosa dama do Hotel Central. Estava para se hospedar na Lawrence, onde supunha que ela estivesse mas, num rebate de brios, decide ir para o Nunes. Ali encontra Eusebiozinho e um amigo, que tinham vindo para Sintra com duas espanholas. Cruges viera a Sintra uma única vez e apenas lhe ficara «uma vaga ideia de grandes rochas e de nascentes de águas vivas». Surpreendido com a ignorância do maestro, Carlos traça logo um itinerário de sabor turístico. Cruges deleita-se nas maravilhas da paisagem que o apetecível passeio proporciona. É através do olhar atento, quase fotográfico, do maestro que Eça de Queirós, no oitavo capítulo da grandiosa obra “Os Maias”, dá a conhecer as descrições das paisagens, dos monumentos, das ambiências de Sintra. Entrando em Sintra pelo  mesmo local que ainda hoje se entra para quem vem de Lisboa, o Ramalhão, chegam as primeiras descrições da paisagem natural e social de Sintra.
RAMALHÃO. “Mas a estrada entrava entre dois altos muros paralelos, donde soluçavam ramagens murmurosas. Era o Ramalhão. O ar parecia mais fino, como refrescado da abundância das águas. Sentia-se uma vaga serenidade de parques e arvoredos. Alguma coisa de suave e de elegante circulava. Havia o silêncio dos repousos delicados e das existências ocultas. Era o Ramalhão” (in Os Maias).  “ Vi-a numa noite doce, / Em que o rouxinol cantava: / E todo o céu se estrelava, / Luminoso pavilhão: / Era Sintra! Sinto ainda / O doce correr das fontes, / E a sombra nas nossas frontes / Das árvores do Ramalhão. (in A Tragédia da Rua das Flores).
PALÁCIO DA VILA. D. João I mandou construir as cozinhas com as enormes chaminés, que se tornaram o símbolo da vila e D. Manuel I acrescentou a ala Manuelina e redecorou o interior com azulejos, que são exemplares únicos do estilo Mudejar. “ Só ao avistar o Paço descerrou os lábios: - Sim, senhor, tem cachet! E foi o que mais lhe agradou - este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes, resumindo tudo, como se essa residência fosse toda ela uma cozinha talhada às proporções de uma gula de rei que cada dia come todo um reino…” (in Os Maias)
QUEIJADAS. A marca mais antiga é a Sapa, sendo no entanto muito conhecidas as Queijadas da Periquita, da Casa do Preto e do Gregório. “Ega ia largar atarantadamente o embrulho, para apertar a mão que Maria Eduarda lhe estendia, corada e sorrindo. Mas o papel pardo, mal atado, desfez-se; e uma provisão fresca de queijadas de Sintra rolou, esmagando-se, sobre as flores do tapete. Então todo o embaraço findou através de uma risada alegre.” (in Os Maias)
HOTÉIS LAWRENCE (desde 1780) e NUNES (onde é hoje o Tivoli). "Via-se bem, à mesa do Lawrence, com os seus dois candeeiros de azeite, as duas janelas para o terraçozinho” “…enquanto vocês vão ao Nunes pagar a conta e dar ordens para o breque, eu vou-me entender lá abaixo à cozinha com a velha Lawrence e preparar-vos um bacalhau à Alencar, recipe meu… E vocês verão o que é um bacalhau! Porque lá isso, rapazes, versos os farão outros melhores; bacalhau não!” (in Os Maias). “Na praça, por defronte das lojas vazias e silenciosas, cães vadios dormiam ao sol, através das grades da cadeia, os presos pediam esmola. Crianças enxovalhadas e em farrapos, garotavam pelos cantos; e as melhores casas tinham ainda as janelas fechadas, continuando o seu sono de Inverno, entre as árvores já verdes”. (in Os Maias) Nota - outro antigo hotel da época, o Costa, é hoje o posto de turismo.



SETEAIS. Diz a lenda que uma princesa moura cheia de saudades do seu amado, que partira para a guerra, foi largando suspiros e ao sétimo “ai” morreu. Contudo, parece que naquele espaço existiram campos de centeio ou de centeais, que se julga de onde veio o nome Seteais. “Quantos luares eu lá vi? / Que doces manhãs d ´Abril? / E os ais que soltei ali / Não foram sete mas mil!” (in Os Maias)

SETEAIS / PENA. “No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor. Era no primeiro plano o terreiro, deserto e verdejando, todo salpicado de botões amarelos; ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente, e, emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando-se vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda cor de violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar, e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro (…) Cruges, no entanto, encostado ao parapeito, olhava a grande planície de lavoura que se estendia em baixo, rica e bem trabalhada, repartida em quadros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos.” (in Os Maias).

CASTELO DOS MOUROS. “de vez em quando aparecia um bocado de serra, com a sua muralha de ameias correndo sobre as penedias.”

FONTE DOS AMORES / SETEAIS. De entre os vários escritores que consagram essa imagem de Sintra, Eça de Queirós assume especial relevância, pois Sintra surge quase como personagem ou cenário imprescindível em várias das suas obras, principalmente no seu maior romance de referência, Os Maias.  “O quê!, o maestro não conhecia Sintra?...Então era necessário ficarem lá, fazer as peregrinações clássicas, subir à Pena, ir beber água à Fonte dos Amores, barquejar na Várzea…”; e Cruges desvenda o seu mais vivo desejo: “ A mim o que me está a apetecer muito é Seteais; e a manteiga fresca” (in Os Maias)






CASTANHAIS “ os muros estavam cobertos de heras e de musgos: através da folhagem, faiscavam longas flechas de sol. Um ar subtil e aveludado circulava, rescendendo às verduras novas; aqui e além, nos ramos mais sombrios, pássaros chilreavam de leve; e naquele simples bocado de estrada, todo salpicado de manchas de sol, sentia-se já, sem se ver, a religiosa solenidade dos espessos arvoredos, a frescura distante das nascentes vivas, a tristeza que cai das penedias e o repouso fidalgo das quintas de Verão…” (in Os Maias)

QUINTA DA PENHA VERDE. (…) as sestas quentes, nas sombras da Penha Verde, ouvindo o rumor fresco e gotejante das águas que vão de pedra em pedra (…) - in O Primo Basílio, 1878

Esta caminhada pelos Castanhais poderia fazer parte de uma tal Sintra, capital do Romantismo? Talvez. Eça de Queiroz, por exemplo, palmilhava-o diariamente, quando passava temporadas em Sintra com a família, na Quinta dos Castanhais. 

Que rica maneira de homenagear a sua memória!