05/11/2015

SINTRA MISTERIOSA - INCURSÃO NOCTURNA PELOS BOSQUES MÁGICOS DA SERRA E MISTERIOSOS SANTUÁRIOS APÓS O POR DO SOL NA PENINHA


SÁBADO, 07 NOVEMBRO 2015, A PARTIR DAS 17H00 

SINTRA MISTERIOSA - SUNSET E INCURSÃO NOCTURNA PELOS BOSQUES MÁGICOS DA SERRA E MISTERIOSOS SANTUÁRIOS APÓS O POR DO SOL NA PENINHA

Ponto de encontro: Parque de estacionamento da Peninha às 17h00. 
O por do sol é às 17h31.
Duração: 2h00/3h00. 
EXTENSÃO: 5 KMS. 
Dificuldade: Fácil / Familiar

'SINTRA MISTERIOSA - os Bosques mágicos e sombrios da serra e os misteriosos santuários da Peninha e São Saturnino. Após o por do sol, cai o crepúsculo. As trevas envolvem-nos. O roçar do vento nas folhas, o gemer das árvores... será só isso? Que sons são estes que brotam do negrume? 

Sintra é um universo paralelo, que só conhecemos dos sonhos, mas que existe aqui bem perto...


Peninha. Pedras Irmãs. Picotos. Os misteriosos megalitos de Adrenunes. O 'mágico' Bosque dos Cedros. Ao chegarmos à antiga ermida de S. Saturnino, datando do tempo de D. Afonso Henriques, é tempo para ouvir as diversas lendas do local. Em São Saturnino, também, veremos se há surpresas, ou arrepios. Surgem por vezes pentagramas desenhados, velas vermelhas... restos de rituais. No bosque mágico, gemem os cedros - ou espíritos do local?...

O conjunto do Santuário da Peninha situa-se num dos pontos mais elevados da Serra de Sintra, onde muitas vezes se fazem sentir fortes ventos e nevoeiro, mas donde se pode apreciar uma vista fabulosa. É constituído pela Ermida de São Saturnino (edificada na época da formação do Reino – século XII - por D. Pêro Pais), por uma capela, e um palacete romântico mandado este erigir já em 1918 por Carvalho Monteiro (o mesmo da Regaleira). A capela, adjacente ao palacete, foi fundada anteriormente, no século XVII, por Frei Pedro da Conceição.

Ao longo deste percurso passamos por vários locais interessantes, como por exemplo as Pedras Irmãs (são ‘boulders’, blocos arredondados de granito com uma altura média de 5 metros). 

Mas é em Adrenunes que temos outro dos marcos do percurso. No alto de um outeiro, a 426 metros de altitude, há toda uma estrutura formada de pequenos penedos, por entre os quais se abre uma galeria com cinco metros de altura e que poderá ter sido utilizada como necrópole colectiva, isto na época megalítica.

Verificando-se a disposição das pedras em relação ao pôr-do-sol, ao pôr-da-lua e ao Cabo da Roca, relativamente próximo, pode concluir-se que será uma estrutura megalítica natural, com pedras que se apoiam umas nas outras, mas onde, posteriormente, houve intervenção do Homem.

 informações e reservas: mail@sintrawildtrail.com   sintrawildtrail@gmail.com
Tlm: 960375106 

02/11/2015

COMO FORAM OS MOUROS DO CASTELO DE SINTRA TER A... RIO DE MOURO?


Um texto que explica, ou leva a novas interrogações... Tentámos investigar sobre 'Rio de Mouro', Colaride, Ribeira das Jardas, enfim, o local por onde saíram de uma eventual passagem secreta, túnel de 8 kms, os mouros que dendiam em 1147 o Castelo em Sintra.


Num compasso de espera, manobra consentida, permitiu-se a saída, a fuga dos mouros, do seu castelo. Alcaide e respectiva guarda. Túneis ligariam o castelo ao centro da vila de Sintra - zona onde é hoje o paço real e alberga uma correnteza de edifícios doados aos Templários no século XII.

Uma bifurcação sob o actual Café Paris / Hotel Central conduzirá por outro túnel, mais longo, até 'Rio de Mouro'.

Vamos entretanto a uma explicação, mais que uma, aliás, dado no blog 'TudoDeNovoaOcidente', pelo menos para a designação de 'Rio de Mouro':

(...) TOPONIMIA SINTRENSE : RIO DE MOURO
O nome das localidades é difícil de decifrar, em alguns casos quando não há certezas recorre-se à "lenda" ou à "tradição" para justificar o que é duvidoso. Vejamos um exemplo: Rio DE MOURO no Concelho de Sintra.


Uma das hipóteses inserida no "Memorial Histórico ou Colecção de Memórias Sobre Oeiras", vai no sentido seguinte:"Rio de Oeiras/ribeira da Lage [ou ribeira de rio de Mouro] nasce acima do pequeno Lugar de Fanares, aqui lhe chamam rio das enguias, à saída da Quinta do Basto entra em uma ponte de boa cantaria por cima da qual passa a Estrada Real de Sintra.

Aqui tem o nome de Rio DO Mouro, que o transmite a este lugar, onde segundo a tradição morreu o Mouro Albaráque Governador do Castelo de Sintra ou Cyntia, fugindo na ocasião da sua conquista por D.Afonso Henriques. Outros dizem que o dito Mouro, fora morto no Lugar que tem o nome de ALBARRAQUE e o enterraram nas margens deste Rio".
Para reforçar a "tradição" o autor alterou: Rio de Mouro para Rio do Mouro.
Continuando: "Quase a chegar ao Sítio de Asfamil lhe dão o nome de Rio dos Veados. Passa pelo Lugar da Laje e correndo com nome de Oeiras...ele se mistura no Oceano". Em Santo Amaro de Oeiras.

A nossa versão,alicerçada no estudo da região onde corre o curso de água demonstra que aqui, os topónimos Mouro e Mourão coexistem. Mourão deriva de "parede" "muro grande" e também de lajes de pedra que se colocavam verticalmente em redor das eiras para proteger o cereal do vento e dos animais. Essas pedras designam-se Mouros ,sendo utilizadas nas vinhas para suportar as varas da empa das vides.

No caso do nosso Rio, desde tempos recuados os proprietários dos terrenos adjacentes, no troço compreendido entre a quinta da Preza e Francos, desviaram o curso obrigando o rio a correr entre Mouros ou Mourões de lajes e mais tarde entre muros para aproveitarem as terras férteis de aluvião.
Esta obra hidraulica ainda hoje se pode observar:ver imagem. Deste modo, RIO DE MOURO significa: RIO QUE CORRE ENTRE MOUROS ou MUROS ALTOS. A lenda não é mais forte que a evidência,só por falta de estudo se tem mantido.
Neste caso, a lenda, como justificamos, é uma fantasia.(...)

***


As interrogações não se ficam por aqui. É que quase paralela corre entre Cacém e Agualva a Ribeira das Jardas ou ribeira de Agualva, e aí, na margem esquerda, a oriente, há a gruta de Colaride, onde segundo alguns irá desembocar o tal túnel proveniente de Sintra e do castelo dos Mouros:

Corria o ano 1147. O alcácer fortificado de Xentra acabara de ser ocupado pelas forças sitiantes de Ibne Arrique. Não se dera terçar sangrento. As espadas e as cimitarras não haviam deixado o repouso das bainhas. Os alaúdes e as cítaras não haviam parado para repousar; os risos, os cantos e as danças descuidaram a interrupção… Houvera acordo: Cristãos e Mouros poderiam coabitar na maior paz e concórdia nesta Meca ocidental, nesta Tulan de antigos e coevos onde o sangue de homem jamais deveria profanar a Terra de Deus.